sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Deliciosos parágrafos repulsivos

Tenho um joguete com um grande amigo, Oscar, em que cada um na sua vez envia um parágrafo com palavreado rebuscado a descrever cenas repgunantes. Segue uma pequena seleção:


OSCAR - "Logo ao acordar, Protógenes olhou para a praia desarrumada dos lençóis e notou que sua avó já não estava mais ao seu lado. Provavelmente preparava seu café-da-manhã com o leite que o neto lhe sugou das tetas, enquanto lhe enterrava o falo púbere"

Eu - "Apesar da dor da queda ter lhe sido imensamente prazeirosa, o que deslumbrou Eurípedes foi o inédito, amargo e surpreendente sabor do material fecal que lhe tocou a boca quando sua cabeça se chocou na calçada."

Oscar - "Enquanto aguardava a morte, Sarinha tricotava, pensando na infância que não teve, um pequenino pullover, com o qual aqueceria o bebê que pariu sem vida"

Oscar - "Por mais que tentasse, Jarede não conseguia se acostumar à idéia de que seu pai era amante de sua namorada, que também era sua irmã"

Eu - "A ousadia de Gertrudes teve fim, quando percebeu que o sangue que lhe saia das intimidades não se tratava do seu período e sim de pequenas cascatinhas que jorravam das paredes de seu útero, mordiscado por aquele camundongo que lá enfiou"

Oscar - "Clemézia não sabia se o que ouvia eram pernilongos próximos ou zurros distantes, uma vez que os vermes em seu ouvido lhe devoravam o cérebro e a sanidade"

EU - "A culpa corroía o pequeno Pedro, que logo nos primeiros sinais de descoberta sexual, percebeu que só conseguia ver faíscas de êxtase libidinoso no caso de se acariciar o humilde membro enquanto excretava fezes em pé durante a missa"

Oscar - "Enquanto acariciava o chão, Onofre, olimpicamente ébrio, listava as muitas formas com que gostaria de tirar sua própria vida - mas todas o levavam de volta ao berço protetor do entre-pernas de Emília, agora nos braços de Carlo Cantore. Era deste berço que Onofre tirava a força de que já não mais dispõe para viver."

Oscar - "Preso ao úbere de uma vaca de de estrada, que o olhava abismada, Talmo tentava se convencer de que ali estava o sentido maior de sua existencia, que em nenhum outro canto tinha achado"

Eu - "Obcecado em se auto impingir uma fístula, Alcebíades, em tom de súplica, pediu que dr. Saraiva lhe abrisse uma. Aceitou até a condição de servir ao médico analmente como pagamento."

Oscar - "Após enviar um e-mail desesperado a toda a empresa, no qual comunicava a vontade de dar cabo de sua existência naquele dia mesmo, após o almoço, Conrado entendeu o silêncio dos colegas como um ensurdecedor 'por favor, vá em frente.' "


Eu - "Por acidente, Fogaça desbravou fronteiras intangíveis do deleite carnal no momento em que sua parceira, ao ser servida oralmente por trás, deixou escapar um flato. O movimento que o seu bigode fez em detrimento do acidente fecal fizeram um cometa explodir dentro de um vulcão em seu sexo."


Eu - "Quando abriram a porta do apartamento de dona Ecumênica, além do roto odor de necrose avançada, encontraram seus cães e gatos de estimação, única familia do defunto, a lamber a gelada gruta de suas intimidades. Estava solucionado o mistério de tantas latas de atum naquela despensa."

Oscar - "Ao sentir a bolinha de papel magoar-lhe a nuca, o professor Agátocles parou de escrever à lousa, virou-se, olhou calmamente a classe, imersa em silêncio sepulcral, e, como se bebesse um copo d'água, devorou todos os pedaços de giz, um por um, o que lhe obrigou os intestinos a esvaziarem seu conteúdo marrom-pastoso ali, sob os olhares atônitos de crianças de 8 anos"

Oscar - "Sebastião, Sebas para o jetset e Tião para a criadagem, decidiu que aquela seria a última vez em que serviria oralmente ao seu pai. Tomada a decisão, cerrou os dentes com toda a força de que dispunha, o gosto morno, forte e estrangeiro do sangue apenas obnubilado pelo uivo lancinante de dor que seu genitor vomitou aos céus"

Eu - "No contrato de Margarete não constava que um de seus parceiros, na orgia, seria um orangotango. Sua natureza aventureira foi responsável pelo rompimento do duodeno e a perda irreparável de um de seus seios."

Eu - "Depois do décimo soco de potência impetuosa em seu farto abdômen, Bruce Lee Gonçalves cruzou um novo horizonte nas vastidões da humilhação. O excreta involuntário resultante dos golpes fez com que uma mácula incurável agastasse sua tão sofrida alma no momento em que lhe forçaram a aceitar a trosoba de um mendigo a desbravar o fecalmente imundo rabo"

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Classicos, para não esquecer

Um amigo me mandou uma url contendo escritos da época da antiga rock brigade, as resenhas são geniais, de modo que para que eu nunca me esqueça e os poucos visitantes desse meu tomo de inutilidades se deleitem, vou postar os meus favoritos aqui:


Resenha sobre o LIVE EVIL - 1983

Ronnie James Dio encarou o demônio de frente, galopou no cavalo da morte e dançou na propriedade do sobrenatural. A amarga gota de fel que é nódoa nos corações humanos e o desespero pela poder da força que arrasta todos às profundezas do inferno, foram por ele galhardamente cantadas, num Heavy Metal que Satanás não ensinaria nas escolas do inferno.

A guitarra de Iommi ronca feio para o lado dos espíritos. Estremece túmulos. Os ventos soprados pelas cordas de Geezer assobiam gelado nas cumieiras da mente! Vinnie o convidado macabro cumpre o seguimento do ritual, possuído que foi pelo Black Sabbath.
O Sabbath resistiu e persistiu no caminho do pau-pesado que transcende a própria música. Pois na sua essência a estupidez do pesado é o repúdio encolerizado da própria condição “Filho da Puta”, pecaminosa e mortal em que vive o homem.
Na capa, um shock de nuvens carregadas de megatons anunciam fenômenos dantescos sobre o mar. O azul foi ao negro num abraço macabro, e o positivo foi ao negativo como que por encanto, precipitando na estampa perplexa do horizonte confuso, a descrição geométrica de um relâmpago serpenteador. Desceu na rota dos elétrons como um raio sobre o oceano, que o acolheu em seu peito com tanta valentia e determinação, quão resoluto e furioso ele desceu. A natureza enxotou de seu reino as pernícies humanas que vagueiam nas entranhas de suas cores místicas e em seus fenômenos íntimos.
Sob a intolerância das forças naturais, elas deixam-se sair pelas portas do oceano, alcançando a praia, onde vagueiam as almas penadas a procura de um lar seguro e promissor. E encontram a mente humana, onde engendram, conquistam e dominam…”

RELEMBRANDO O ACCEPT

Outro dia eu estava relembrando os good times com o Michel e ele lembrou da clássica Fast As A Shark do Accept!
Então resolvi fuçar as Brigades e buscar um trecho da resenha do Restless and Wild da banda alemã:

“O acetato vermelho da fera alemã, pelo visto é mais uma estilingada na orelha dos ‘chucruts’!
Numa terra de cidadãos que sentem o fogo de duas guerras nas costas, nêgo, que o mais burro anda, brincando de pega-pega com um computador doméstico, e o mais mal-educado cospe no pé do poste, como ato de rebeldia, olha, entende na primeira orelhada o som dos branquelos!
Aliás, fazer Metal na Alemanha deve ser algo de arrepiar os pelinhos pubianos da esposa do presidente de conselho de censura federal.
Logo no início do álbum, Udo solta um berro tão paranóico e comprido, que parece que vai morder a bunda de alguma garota que lhe negou uma dormidazinha numa tarde chuvosa…”

Unleashed in The East do Judas…

“Tyrant mexe tanto com a adrenalina do corpo que deve até dar um nó na espinha de quem tentar dançar ouvindo-a. É pau pra todo lado e faz essas cocotinhas da onda disco enroscarem-se em suas próprias abas cuzagonais!”

Show no Mercy do Slayer

“Os guitarristas do Slayer rasgam os seus dedos, destroçando as cordas do mais perfeito instrumento projetado pelo capeta. Power metal elevado á última instância, tempestuoso e corrosivo, feito somente para headbangers. Roncando e vomitando fogo, como se um cometa explodisse dentro de um vulcão em erupção!”
“Misericórdia não existe! Não cabe na filosofia Heavy, por isso que Dave Lombardo pulveriza as moléculas do ar com suas patadas letais na mesma medida em que o terremoto procado pelo baixo de Tom Araya invoca Satanás para a destruição! Não tem música melosa! A mais lenta faz qualquer um sair por aí chamando urubu de ‘Meu Loro’ e Jesus de “Jenésio”.


Coisa fina de verdade! Tem mais alguns escritos, estão aqui:

http://churrasconalaje.wordpress.com/2008/08/07/perolas-do-metal/

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O uso racional do banheiro

É bem sabido que os banheiros são o santuário do trabalhador
que, em momentos de desespero, recorre à sua santa reclusão
Nos casos de longa estada na morada do excreta, é prudente que se reserve ao menos um flato para que seja deixado, estrategicamente, no momento de partida de modo que o mau cheiro sirva de álibi.

fim de papo

sexta-feira, 25 de julho de 2008

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Transporte coletivo, cotovelo e marmita

Que existem vários tipos de pessoas por aí não é novidade alguma. Também não é novidade que em sua grande maioria o homo sapiens tende pro lado não virtuoso da existência. Vícios, covardia, inveja, essas falhazinhas são bem presentes nas personalidades que trombamos por aí. Evidentemente que não poderia ser diferente num ambiente de transporte coletivo.

Rá, é não é que um amigo protagonizou uma série de desventuras num busão? Estava lá ele, sentado em sua cadeira bem ao lado de uma garota de origem mais simplinha, mas jovem, quando notou que um cidadão de índole questionável, em pé, ao lado da garota, teimava em roçar-lhe o pau nos braços, que tentava se desviar inutilmente, emitindo um fonema enquanto se esquivava, para evidenciar o seu incômodo com a situação.

Isso não era empecilho para o tarado, ele continuava a esfregar o pau no braço da garota, que sem muito espaço para desviar, acabava sofrendo uma rebombada do cacete daquele flibusteiro.

Essa situação perdurou até o ponto em que meu conhecido se enfureceu e decidiu tomar uma atitude.

- Você vai deixar esse cara ficar fazendo isso com você? - disse ele à garota.
- Tem razão, não vou não! - Respondeu a molestada, que num átimo, sentou-lhe uma cotovelada nos bagos do patife bolinador, que ao receber o golpe, deu um salto pra tras com as mãos no pau e esbarrou com vigor em um terceiro cidadão, que estava indo trabalhar e carregava em sua mochila uma marmita.

É importante notar que o conteúdo de tal marmita, era feijão. Mais especificamente, feijão frio. Esse meu conhecido reage de uma forma bem particular quando suas narinas são estimuladas pelo odor de feijão frio. É algo parecido com a forma como o Super Homem reage à kriptonita, só que no caso dele isso se manifesta somente no estômago.

Pois então, o intrujão aproveitador caiu em cima do pobre coitado com sua marmita, que estourou e encheu sua roupa com feijão frio. O cheiro do feijão frio subiu às narinas de meu amigo, que não conteve o vulcão que urgia de seu estômago e vomitou em cima do tarado. Rá rá, como dizia a molecada: "Ele que começou.Ele que começou, agora se fudeu."

Fim de papo.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Bisavó e a opinião sobre sapatos

O caso é de um colega aqui, que durante uma conversa sobre o proceder de velhos com a mente lunar, ou seja, com Alzheimer, decide dividir conosco um apanhado de acontecidos protagonizados por sua bisavó.

Diz ele, que, desde que foi constatada a situação da velha senhora, ele e sua irmã a punham à prova por diversas vezes com os mais divertidos experimentos, tanto relativos a memória quanto a cognição.

Por exemplo, deixavam pratos molhados recém saídos da pia na mão dela com o intuito de que os secasse. Ela os secava, mas invariavelmente dormia durante a tarefa, e logo após pegar no sono, um longo e viscoso pingão de baba batizava o prato. Ora, mas que puta nojo!

Mas de todos os mini relatos, o melhor foi um inocente teste de memória que teve o desfecho mais inesperado possível. Sua irmã dirigiu-se à bisa e perguntou-lhe:

- Vó, você sabe quem sou eu? - Perguntou-lhe.

A avó olhou fixamente nos olhos da menina, fez uma expressão que só poderia significar uma profunda exploração dos corredores de sua já não confiável cabeça, mediu a bisneta da cabeça aos pés e após algo em torno de um minuto inteiro de silêncio tenso disse:

- Você está sem sapatos, você não é ninguém. Se tivesse usando sapatos, seria alguém. Pode ir embora. - Disse isso dando de ombros e fazendo um gesto similar ao que se faz para espantar uma galinha ou uma mosca e virou sua atenção para outra bobagem qualquer.

Fim de papo.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Compilado de apelidos de msn, do passado, presente e futuro

Mesmo não tendo a menor importância, aqui vou eu a jactar-me dos meus apelidos do msn.

Sem mais, a lista:

que seu último suspiro inale meu flato.
o demônio do maldizer mora no esgoto do meu coração.
um gole de pus de dentro do penico da desesperança.
arroto, o suspiro das suas entranhas
Quem tem pau vai à Augusta
Spárcagos, o gladiador bunda suja
bob esporro, calça gozada
destintestino - a gastromaldição
onântrica, a punheta tântrica
pombros, o menino com ombros de pombo.
punhetinha belzebu, esporrada satanás, lucifér
retrocagote, a descagada
catecrase, o ritual da acentuação
extremosso, o petisco extremo
sicking - o rei doente
dustin mothman, a borboleta transformista
fringo, o frango importado
apocalitro, goles do juízo final
ensôfre, o agonizar malcheiroso
ecos de uma fístola
lycantroço, o coco da lua cheia!
lycantrapos, o lobisomem fora de moda.
Onan, o masturbárbaro
levre, o mal estar saltitante
shelves presley, o rei das prateleiras
os corredores do pavor no abismo da introspecção
chacletes, as vedetes de mascar
refoda triputária
caldo de cano, o refresco dos esgotos
zombriga, aterrorizando o cemitério das suas entranhas
sushi de aborto
rumbo, a vindança
chupreta, felação inter-racial
logrotipo, a marca monstruosa
jogratina, video grelha!
gemial, o gemido inteligente!
excrementa, o coco refrescante
re-fresco, o bi-chá!
bob zombie, o undread
crack, a drogba!
satanatrás, fogo no rabo!
prentelho, a afropúbis
mulatra, o traseiro da mestiça
sacando humor do caixa eletrômico
fértio, fazedor de primos
matador, o analgésico
tietra, a vedete mulata
vinagretchen, tempero de churrascú
androidead, o zumbip!
congestionamenta, o engarrafrescamento
sacramenta, o santo drops
censúria, o ódio repressor
adão e erva, o primeiro maconheiro
resolverde, a solução ecológica
cafúnebre, carícias do além túmulo
voodooken, meia lua + (alma)
spartame, o soldadoçante
tricolostro, amamentação em três sabores
salafralário, a indecente remuneração
monitorto, a tela de picasso
menstruluação, a insanidade mensal
sagrarro, a baba benta
venânus de milo, a musa fecal
morfim, a finestesia
transformisto quente, o sandubicha
gambitarra, o instrumento musical improvisado
dona ofezes, a cuzinheira
fértido, o reprododor
niffles, o mamilo da onda
goatesco, a aboderração
amiquinho, o compadrimata
macacabro, o pri-mata
odor, o cheiro que fere
cicatreze, a marca do azar
fláutula, o excremento musical
fardal, a ave uniformizada.
epilepiscina, águas convulsivas
crímico, o cientista fora da lei
griprada, a grife doente
animao, o bestial governante chinês
sacrílego, o pecador de montar
dr. octóculos, o visoitonário
mamilucro, peitos rentáveis
recicropo, cago eu, caga tu