terça-feira, 8 de setembro de 2009

Perversão privada

Já faz um tempo agora, estive rememorando com amigos, a acessibilidade à pornografia no nosso tempo cândido do início da adolescência. E como era difícil pôr as mãos em literatura, fotografias, quiçá filmes de conteúdo pornográfico. O patife da banca não nos vendia as revistinhas de sacanagem, nem mesmo as Playboys. Que grande milhafre, porque diabos nos privava?

A única forma de se obter era através de furto, ou com sorte, algum maior de idade compraria para nós. Esses garotos de hoje não sabem como são agraciados com o que a internet lhes serve. No auge da explosão hormonal, bastava ler o nome Jurema na lata de ervilhas para que uma ereção carnívora fizesse nossos jovens falos uivarem para a lua, ocasiões nas quais punha-me a providenciar reclusão urgentemente afim de acarinhar de forma intensa o faminto calavastro.

Com o passar do tempo e com dificuldade, o acesso à pornografia foi ficando mais facilitado, crescíamos em tamanho (o falo e eu), barba surgia, pelos e odores inéditos no corpo também. Os vendedores das bancas nos vendiam sacanagem, algumas locadoras nos alugavam os filmes. Quem tinha 2 videos-cassete era rei, copiava os filmes e os mantinha em local secreto de rápido acesso, para que sua mãe não a encontrasse e lhe fosse possível assegurar aquela inspiração audio visual do coito. Com o passar do tempo começamos a ter nossas preferências por certas atrizes. Nikki Tyler, Jenna Jameson, Chasey Lane, Kobe Tai, Asia Carrera eram as minhas favoritas. Tinha até um DVD que se chamava Deusas e Ninfetas do pornô, o qual um amigo que mora em outra cidade pegou emprestado e nunca mais me devolveu, como não raramente acontece com material pornográfico.

Pior foi depois, quando deixamos de ser virgens e temos acesso a entre-pernas femininos sem muitos problemas e a todo tipo de pornografia que pudermos suportar.

Esse foi o pontapé inicial da conversa. Perceba, tal qual um alcoolatra ou outro usuário de substancias quimicas, cada vez você precisa de uma dose maior para obter o mesmo resultado. Não seria diferente com a pornografia. Inicialmente, como mencionei, um nome, um par de peitos seria o bastante para nos deixar loucos. Depois uma nudez completa de uma hirsuta xavasca nos tirava do controle. Depois cenas picantes com coito explícito. Depois cenas extremas com coito mais intenso. Depois era somente legal se a garota aceitasse levar uma visita na portinha de trás. Fiquei preocupado quando, ao assistir um filme do astro Rocco Siefridi, no qual ele, brutalmente, fere o duodeno das garotas com o cacete e na hora de gozar mergulha a cabeça delas na privada, para depois dar descarga e descarregar o seu material genético em suas caras molhadas do vaso sanitário e gostei, decidi dar um tempo.

Fiquei sem me expor à pornografia por um tempo. O mesmo fez um amigo, apreciador de registros de cousas da sacanagem também. Me surpreendeu foi como ele fez para se satisfazer em momentos de auto comiseração. Confessou-me que agora acompanhava fotologs de adolescentes, que se vestiam de forma meio sacana, mas normal.

Voltei a ver pornografia normal. Achei que talvez fosse mais sadio do que procurar uma alternativa dessas.

Fim de papo.

Um comentário:

Gravata disse...

ora, pois, não é que me peguei baixando uma coletânea de "135 cenas de estupro de filmes famosos ou nem tanto" outro dia?
De fato, a dose tem que aumentar sempre. maldita internet.