quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Rock, androginia e anacronismo

Não que seja novidade, nem tampouco tenha alguma importância, o caso foi que notei o efeito do passar dos anos ao assistir um pouco de televisão, mais especificamente à programação musical da MTV.

Ora, é claro que tenho ouvido sobre emos e outros movimentos filoperobos, tenho até visto na rua ou nos ditos bares de rock de hoje em dia os adolescentes com seus trajes e trejeitos, não fiquei preso numa caverna. Aliás, esse testemunho por si só já me fere os tomates, no tempo em que eu era um garoto era um pouco mais perigoso frequentar tais lugares, essa conversa de rock 'n roll, punk e tudo o que está contido nesse universo, tinha um quê de marginalizado de modo que não era virtude alguma gostar disso ou frequentar tais lugares, o que, no meu humilde modo de ver, fazia com que o público fosse mais autêntico, afinal de contas, quem quer ser o pária?

Por algum motivo que me foge à compreensão, o rock 'n roll caiu no gosto geral. Isso é uma boa notícia em muitos aspectos, afinal de contas, é com grande júbilo que usufruo das novas opções que me são disponíveis no que diz respeito à lugares para se frequentar. O que não está me agradando muito são algumas dessas bandas novas, nem é a música em especial (se bem que em alguns casos é exatamente a música o problema) e sim a figura andrógina dos garotos dessas bandas de hoje em dia.

Ora, mas que grande patifaria, vejo-me indignado tal qual um velho, a resmungar para um bando de garotos, mas convenhamos, quem diabos disse que é legal pesar 30 quilos, usar sombra nos olhos e cobrir a cara com franjas femininas?

Fico imaginando o que mais agora, do jeito em que as coisas caminham vou sentir vergonha do meu gosto musical, tal qual sentiria se por algum motivo eu viesse a ouvir axé. Um pouco pior, se o que essencialmente era música bruta, agressiva, nervosa, impetuosa e sem clemência se tornar predominantemente chororô de cornos bissexuais.

Você, entusiasta do gênero tal qual foi concebido que tem uma banda, lute para que ela apareça, faço o que me couber para promover o nemesis dessa manifestação "emo".

Caso você leitor, trabalhe na NET, mais especificamente no departamento do VIRTUA, me responda porque diabos fico tendo que renovar minha concessão de DHCP para me manter conectado, se isso vai se resolver, e se não, o cu de quem eu posso chutar para que me sinta melhor com relação a isso.

Fim de papo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

jabá, santo jabá

como forma de me auto-promover, estou usando de todos os artifícios dos quais disponho, sendo este humilde blog de conteúdo amoral um deles.

estou a arriscar-me na propriedade das ilustrações para camisetas, tentando a sorte no camiseteria, bem difundido site de roupas online. Enviei uma estampa, expondo minha cara a tapa. você, bom amigo e gentil leitor, vote na minha estampa! segue abaixo um preview dela e o link para votação:



link para votação no camiseteria

quem sabe alguém não decide dar uma clicadinha e votar, não é?

fim de papo

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

fudido!

outra coisa que não é do meu feitio ficar postando, mas esse foi realmente notável. ao menos aos meus olhos provincianos, talvez.


A breif History of communication from ljudbilden on Vimeo.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

um carnaval do barulho

a princípio queria me desculpar pelas minhas parcas postagens, além de inércia, têm me faltado material digno de menção para alimentar este sítio de nulidades verbais.

como não raro me acontece, ao sorver néctar alcoolico num ócio merecido em frente ao computador, acabo por me admoestar de algum fato acontecido a longa ou curta data que valha escrever, tal qual agora.

na nossa estada no vale de lágrimas da existência, passamos por algumas clareiras de jubilosas experiências, que são tal qual colheradas de açúcar no copo de fel que é o viver. o carnaval, para nós brasileiros em sua maioria, é uma dessas datas adocicadas, seja por um motivo ou por outro. posso garantir que neste caso não se trata de hedonismo promíscuo nem de celebrar dançante.

é que, por meados de muitos anos atrás, um grupo de amigos foi usar o tempo que lhes foi presenteado para o ócio, na ocasião do carnaval, na praia de ilhabela. entre eles, meu amigo protagonista de outros ocorridos de igual magnitude nas cousas das presepadas.

como é de conhecimento geral, ele é (ou era) um campeão olímpico na ingestão etílica, combustível para o motor da imprudência, motor o qual, nele, já rodou tanto que está na época de fazer uma retífica. ou estava. enfim, bem, o grupo todo foi para uma casa, casa a qual ficou bem cheia, fazendo com que alguns tivessem que dormir em colchonetes no chão.

no dia dos festejos em si, todos foram para a ilha para ver se lograriam êxito com o sexo oposto. passado o tempo de ficar na ilha, com alguns vencedores e alguns perdedores (dentre eles nosso campeão), é chegada a hora de retornar para a casa, a fim de gozar de um descanso merecido.

nosso herói é conhecido também por sua ausência de limites, nunca tem fim, não seria na noite de carnaval que ele iria ter uma epifania. todos foram e ele decidiu ficar. bebeu mais algumas e sentiu fome. não hesitou em dirigir-se a uma pizzaria, a predileta do grupo e pediu para si somente, uma pizza inteira. no entanto, mesmo sendo também um grande atleta da ingestão de alimentos, após todo o álcool, deixou restar um pedaço.

continua a nos assombrar a dúvida do motivo pelo qual ele decidiu carregar o pedaço restante consigo.

entrou na casa, todos já dormiam como era de se esperar, foi caminhando para o corredor e começou a sentir um clamor de excreta urinal dos trombones dos seus rins, e caminhou para o que achava ser o banheiro. mas havia o empecilho do pedaço restante de pizza. acontece que o tal pedaço era do sabor favorito de um dos outros que estava na casa, que por sua vez dormia num colchonete.

sem hesitar, ao caminhar corredor adentro, passando na frente do quarto que se encontrava com a porta aberta, gritou: "almeida, tem um pedaço de pizza aqui." e fez isso enquanto atirava o pedaço de pizza em cima dele. bem, ele estava dormindo em um colchonete e também estava bêbado, afinal de contas era carnaval, e não acordou.

feito isso, abriu uma outra porta da qual sentenciou ser a porta do banheiro e estando lá dentro, sacou o pau, sem acender a luz e deixou a catadupa de urina fluir livremente sabe-se lá onde.

esse onde era o primo de sua namorada, ele tinha entrado no quarto do coitado, que recebendo o banho, não sabia se continuava a ser mijado ou saía para que sua cama se molhasse no lugar dele.

nesse meio tempo, a mãe do rapaz batizado acordou e advertiu: "paulo, o que você está fazendo?!" foi então que ele se virou na direção dela, assustado e descontrolado e esquentou os pés nus da anfitriã também. com o esvaziar de sua bexiga, suas energias se esvaíram também e ele dormiu ali mesmo.

a cereja no bolo fecal foi o pobre almeida, que acordou gritando tal qual um réprobo, com formigas a lhe comer a pele já ardida do castigo do sol, atraídas pelo pedaço de pizza que lhe foi "presenteado" na noite anterior.

fim de papo.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Penteando os pelos do coração

vituperando o mundo, ou melhor, seus habitantes, como de costume, muito logo notei uma falha de personalidade deste que vos escreve (o mesmo que se auto intitulou senhor absoluto da verdade e sentou no trono da presunção) que é, quase que automatica e incontrolavelmente, notar de início uma falha no outro e com isso cultivar uma implicância colossal. como tenho alguns convivas os quais não só compartilham de algumas opiniões de pouco bem-querer, não só alimentam a chama das lamentações com lenha, mas com fúria contida nos dizeres deles também, de modo que não só não paro com esse maldito hábito, como evoluo na escala.

no entanto, na maioria das vezes que exteriorizo os demônios em forma de texto, tenho certa consciência de que trata-se de um caso opinião geral, sendo esse um desses casos.

pois bem, após uma manhã com sua dosagem levemente maior do que o habitual de pequenos infortúnios emocionais, gerados seja por pequenos picos de fúria ou simplesmente goles de desgosto do drink da realidade, fui alienar-me (esperançosamente de forma agradável) com colegas do trabalho na hora do almoço. eis que tive uma surpresa, até então indiferente, com relação à configuração do grupo. pessoas as quais normalmente não tenho convívio, por não ter motivos para o tal (muita gente trabalha aqui).

o caso é que um deles tinha uma certa fama, que veio a se justificar posteriormente, legendária de chato. ora, deve ser falácia de desafetos, ademais não se pode condenar sem critérios nem provas. pois bem, fui caminhando meio macambúzio para o destino de nosso desjejum. esperamos, arrumamos um lugar e nos sentamos. foi quando começou um suceder de procederes verbais do tal indivíduo.

logo no primeiro assunto levemente mais polêmico, discordei profundamente e cometi o engano de contra-argumentar, claro que de forma cortês. inutilmente, fui secamente interrompido, o que me irritou sobremaneira e fez com que eu adotasse uma postura observadora e com um quê de curiosidade, afinal de contas agora estava estudando afundo o comportamento do tão falado "chato". comecei a compreender a origem da fama, um sujeito presumido o qual não para de falar, sempre com um tom professoral de quem sabe sobre algo que ninguém mais sabe - mesmo estando profundamente enganado em alguns casos. bem, mesmo que estivesse certo, quem disse que ninguém mais sabe sobre tal assunto em particular? ora, convenhamos.

bem, passada a etapa do discurso em que a temática era destilar o "conhecer" para nós pobres almas iliteradas, começou a jactar-se energicamente sobre sua viagem de lua-de-mel (a qual ninguem perguntou coisa alguma). até aí, vá lá, tudo bem, qualquer um fica empolgado com uma situação assim, tão especial e particular. ah, mas foi aí que veio a cereja, a grande e podre cereja para coroar uma taça repleta de bosta verbal, com um parágrafo relatando determinado evento que terminou sua descrição assim : "(...) foi poesia cara!"

Naquele exato momento, autenticamente, desejei que alguém se levantasse de sua mesa, caminhasse até mim e me desse um tiro na cara, pois depois de ouvir tudo aquilo tinha perdido a vontade de viver (por algums momentos, claro).

caminhei de volta, com uma fornalha de fúria assando minhas entranhas, sentei-me na minha mesa e digeri tudo isso até agora.

fim de papo.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

a celebração do não importante

é bem verdade que maldigo e procuro o fazer com maestria, sentado no meu trono de rei absoluto da verdade, cargo o qual me auto coroei num êxtase de presunção.

observo a tudo e a todos o tempo todo, procuro o que há de pior e de melhor, dentro dos meus criteriosos critérios e coloco na balança. constatado de que o julgado pende, nem que por uma grama, para o lado das não virtudes, não meço esforços para romantizar de forma exagerada, em verso e prosa, o que tanto (as vezes nem tanto) me desagradou. tudo por uma boa galhofa.

sendo assim, decidi que vou expor a parte peluda do meu coracão em forma de zombaria exagerada das coisas que contemplo no meu aguardar da morte.

claro que essa decisão veio também pelo fato de minhas histórias absurdas estarem chegando ao fim, e como não sou mais tão audacioso como costumava ser, nem tampouco meus amigos, uma hora a fonte de relatos seca. resta-me apenas isso. isso e textos de gosto duvidoso, como os do post anterior, que me divertem sobremaneira.

como não consigo ser mais prolixo do que isso, sem mais, fim de papo.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Deliciosos parágrafos repulsivos

Tenho um joguete com um grande amigo, Oscar, em que cada um na sua vez envia um parágrafo com palavreado rebuscado a descrever cenas repgunantes. Segue uma pequena seleção:


OSCAR - "Logo ao acordar, Protógenes olhou para a praia desarrumada dos lençóis e notou que sua avó já não estava mais ao seu lado. Provavelmente preparava seu café-da-manhã com o leite que o neto lhe sugou das tetas, enquanto lhe enterrava o falo púbere"

Eu - "Apesar da dor da queda ter lhe sido imensamente prazeirosa, o que deslumbrou Eurípedes foi o inédito, amargo e surpreendente sabor do material fecal que lhe tocou a boca quando sua cabeça se chocou na calçada."

Oscar - "Enquanto aguardava a morte, Sarinha tricotava, pensando na infância que não teve, um pequenino pullover, com o qual aqueceria o bebê que pariu sem vida"

Oscar - "Por mais que tentasse, Jarede não conseguia se acostumar à idéia de que seu pai era amante de sua namorada, que também era sua irmã"

Eu - "A ousadia de Gertrudes teve fim, quando percebeu que o sangue que lhe saia das intimidades não se tratava do seu período e sim de pequenas cascatinhas que jorravam das paredes de seu útero, mordiscado por aquele camundongo que lá enfiou"

Oscar - "Clemézia não sabia se o que ouvia eram pernilongos próximos ou zurros distantes, uma vez que os vermes em seu ouvido lhe devoravam o cérebro e a sanidade"

EU - "A culpa corroía o pequeno Pedro, que logo nos primeiros sinais de descoberta sexual, percebeu que só conseguia ver faíscas de êxtase libidinoso no caso de se acariciar o humilde membro enquanto excretava fezes em pé durante a missa"

Oscar - "Enquanto acariciava o chão, Onofre, olimpicamente ébrio, listava as muitas formas com que gostaria de tirar sua própria vida - mas todas o levavam de volta ao berço protetor do entre-pernas de Emília, agora nos braços de Carlo Cantore. Era deste berço que Onofre tirava a força de que já não mais dispõe para viver."

Oscar - "Preso ao úbere de uma vaca de de estrada, que o olhava abismada, Talmo tentava se convencer de que ali estava o sentido maior de sua existencia, que em nenhum outro canto tinha achado"

Eu - "Obcecado em se auto impingir uma fístula, Alcebíades, em tom de súplica, pediu que dr. Saraiva lhe abrisse uma. Aceitou até a condição de servir ao médico analmente como pagamento."

Oscar - "Após enviar um e-mail desesperado a toda a empresa, no qual comunicava a vontade de dar cabo de sua existência naquele dia mesmo, após o almoço, Conrado entendeu o silêncio dos colegas como um ensurdecedor 'por favor, vá em frente.' "


Eu - "Por acidente, Fogaça desbravou fronteiras intangíveis do deleite carnal no momento em que sua parceira, ao ser servida oralmente por trás, deixou escapar um flato. O movimento que o seu bigode fez em detrimento do acidente fecal fizeram um cometa explodir dentro de um vulcão em seu sexo."


Eu - "Quando abriram a porta do apartamento de dona Ecumênica, além do roto odor de necrose avançada, encontraram seus cães e gatos de estimação, única familia do defunto, a lamber a gelada gruta de suas intimidades. Estava solucionado o mistério de tantas latas de atum naquela despensa."

Oscar - "Ao sentir a bolinha de papel magoar-lhe a nuca, o professor Agátocles parou de escrever à lousa, virou-se, olhou calmamente a classe, imersa em silêncio sepulcral, e, como se bebesse um copo d'água, devorou todos os pedaços de giz, um por um, o que lhe obrigou os intestinos a esvaziarem seu conteúdo marrom-pastoso ali, sob os olhares atônitos de crianças de 8 anos"

Oscar - "Sebastião, Sebas para o jetset e Tião para a criadagem, decidiu que aquela seria a última vez em que serviria oralmente ao seu pai. Tomada a decisão, cerrou os dentes com toda a força de que dispunha, o gosto morno, forte e estrangeiro do sangue apenas obnubilado pelo uivo lancinante de dor que seu genitor vomitou aos céus"

Eu - "No contrato de Margarete não constava que um de seus parceiros, na orgia, seria um orangotango. Sua natureza aventureira foi responsável pelo rompimento do duodeno e a perda irreparável de um de seus seios."

Eu - "Depois do décimo soco de potência impetuosa em seu farto abdômen, Bruce Lee Gonçalves cruzou um novo horizonte nas vastidões da humilhação. O excreta involuntário resultante dos golpes fez com que uma mácula incurável agastasse sua tão sofrida alma no momento em que lhe forçaram a aceitar a trosoba de um mendigo a desbravar o fecalmente imundo rabo"