segunda-feira, 23 de março de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Olhar giga nerd acerca da condição humana
Dos mares de lama da indolência, ressurjo com um tema assaz inútil oriundo do meu ocioso refletir sem critério e meus antecedentes nerds de baixíssimo prestígio.
Sentado a observar tipinhos e tipinhas, no oco trono de minha auto-indulgência, me ocorreu que, as pessoas no geral, são o que são como que se fossem concebidas tal qual um personagem de RPG.
Num jogo de RPG convencional, de mesa, cada jogador joga com um tipo de personagem, o qual tem pontos fortes e fracos, características físicas, mentais, sociais além dos conhecimentos que possui.
++TRECHO OPCIONAL++
Determinei que esse bloco é opcional devido à sua natureza profundamente nerd,o que pode ser de pouco ou nenhum interesse para a maioria dos 5 leitores que acompanham o blog.
Pra que não sabe, num jogo de RPG, cada personagem vai evoluindo com o decorrer do jogo, ao evoluir recebe pontos para melhorar seus conhecimentos ou adquirir novos. A quantidade de pontos varia de um número padrão de pontos incrementado ou decrementado de acordo com o valor de sua característica regente. (Nossa, mas que merda mais chata, não camarada?)
Por exemplo, digamos que um personagem é um boxeador e acaba de dar mais um passo, acumulou experiência e aprendeu coisas. Quer melhorar sua habilidade de lutar boxe. Pois sim, para saber o quão bem ele boxeia, somam-se os pontos de sua habilidade de boxear e adiciona-se um valor de bonus por sua força (ele é forte) e mais um pouco por sua agilidade (ele também é ágil).
Se ele fosse fraco e descoordenado, ao invés de somar o valor à sua habilidade de boxear, ele subtrairia, pois, basicamente, depende de sua habilidade no ofício e não em sua condição física. De modo que precisa se esforçar muito mais do que os outros para obter sucesso como boxeador.
Espero ter feito algum sentido nessa baboseira inútil.
++ FIM DO TRECHO OPCIONAL ++
Pois bem, é não é que quem quer que tenha pensado nesse sistema para se definir as características é bem espertinho?
Foi observando o proceder de um colega que dei início a essa elucubração. Ele é um cidadão de notável habilidade matemática, tudo o que envolve tecnologia, programação e se relaciona a computadores está na ampla esfera de seus domínios técnicos. Como a parte da roleta genética é meio que acaso (digo meio porque não é de se estranhar uma sopa ruim se os ingredientes forem de qualidade inferior) podemos dizer que ele teve sorte no que diz respeito à inteligência.
Então, trata-se de um cidadão bem inteligente, até um pouco pedante por conta disso, consegue resolver praticamente todos os pepinos técnicos que surgem e que possam surgir como que se já soubesse a resposta, num átimo.
Em compensação, suas vestes são escolhidas aleatóriamente, apenas se cobre, caminha de forma estranha, é bem magro, o que, no geral, significa que não é nenhum prodígio nos esportes, é pouco desenvolto no cortejar ao sexo oposto e (isso já estou a presumir, baseado em poucas conversas sobre esse assunto) seu gosto por cultura no geral são mais modestos.
Gosta de ler gibis, mas seus favoritos são aqueles mangás que somente garotos pequenos gostam mesmo. Creio eu que ele não se interessaria por filmes como Barry Lyndon, Laranja Mecânica, A Vida dos Outros, ou algum filme tão metido a besta quanto. É de se esperar, são filmes de pesada carga emocional, contemplativos, que acabam por despertar o interesse de pessoas com um certo nível de sensibilidade e conhecimento de suas emoções.
Bem, sempre lembrando que estou dizendo isso de modo um tanto preconceituoso, mas arrisco dizer, arrisco até a escrever, pois penso que é assim que de fato é.
Então é! Pois bem, esse é um exemplo de um "personagem" totalmente especializado, focou todos os pontos dentro de um universo só. Habilidade notável somada à experiência, ausência de preguiça e aptidão fazem dele um cara como é. Abriu mão de outros aspectos em detrimento disso.
Agora tem outro. Menos notável mas não menos importante para exemplificar minha teoria.
Esse aí é um exemplo de um cidadão mediano até, julgo eu com meu preconceituoso observar, mas mediano pra baixo. Não é especialmente forte nem ágil, deve ter uma saúde normal, uma inteligência normal e não é nenhum orador capaz de inspirar multidões, nem pequenos grupos, pra dizer a verdade.
Os anos passaram e das duas uma: ou ele foi muito preguiçoso nas cousas do pensar, ou ele espalhou os pontos que lhe foram disponibilizados ao subir os degraus do evoluir de forma pouco criteriosa e sem foco. Não há conhecimento notável algum no ramo de conhecimento pertinente ao seu campo de trabalho, sabe das coisas mas de modo superficial, sem solidez, às vezes até dizendo uma tontisse ou outra acerca de assuntos do trabalho. Gosta de destilar os conhecimentos de outrora, na época em que seu saber era contemporâneo da atualidades. Gosta mais de realizar as tarefas organizacionais, como conferir listas e organizar arquivos, o braçal, trocando em miúdos.
Por mais que exista a possibilidade de não ser esse o caso, pra mim, ele simplesmente não gosta de se atualizar e de "passar de nível" ou seja, vai ganhando os pontos de conhecimento mais lentamente, caracterizando bem a figura que temos a nossa frente.
No geral, as pessoas têm uma aptidão ou outra, uns poucos são prodígios em um assunto ou outro, e uns outros uns autênticos bostas, em todos os casos, faz-se possível caracterizar os tipos com uma analogia à esse sistema tão familiar dos nerds.
Fim de papo.
Sentado a observar tipinhos e tipinhas, no oco trono de minha auto-indulgência, me ocorreu que, as pessoas no geral, são o que são como que se fossem concebidas tal qual um personagem de RPG.
Num jogo de RPG convencional, de mesa, cada jogador joga com um tipo de personagem, o qual tem pontos fortes e fracos, características físicas, mentais, sociais além dos conhecimentos que possui.
++TRECHO OPCIONAL++
Determinei que esse bloco é opcional devido à sua natureza profundamente nerd,o que pode ser de pouco ou nenhum interesse para a maioria dos 5 leitores que acompanham o blog.
Pra que não sabe, num jogo de RPG, cada personagem vai evoluindo com o decorrer do jogo, ao evoluir recebe pontos para melhorar seus conhecimentos ou adquirir novos. A quantidade de pontos varia de um número padrão de pontos incrementado ou decrementado de acordo com o valor de sua característica regente. (Nossa, mas que merda mais chata, não camarada?)
Por exemplo, digamos que um personagem é um boxeador e acaba de dar mais um passo, acumulou experiência e aprendeu coisas. Quer melhorar sua habilidade de lutar boxe. Pois sim, para saber o quão bem ele boxeia, somam-se os pontos de sua habilidade de boxear e adiciona-se um valor de bonus por sua força (ele é forte) e mais um pouco por sua agilidade (ele também é ágil).
Se ele fosse fraco e descoordenado, ao invés de somar o valor à sua habilidade de boxear, ele subtrairia, pois, basicamente, depende de sua habilidade no ofício e não em sua condição física. De modo que precisa se esforçar muito mais do que os outros para obter sucesso como boxeador.
Espero ter feito algum sentido nessa baboseira inútil.
++ FIM DO TRECHO OPCIONAL ++
Pois bem, é não é que quem quer que tenha pensado nesse sistema para se definir as características é bem espertinho?
Foi observando o proceder de um colega que dei início a essa elucubração. Ele é um cidadão de notável habilidade matemática, tudo o que envolve tecnologia, programação e se relaciona a computadores está na ampla esfera de seus domínios técnicos. Como a parte da roleta genética é meio que acaso (digo meio porque não é de se estranhar uma sopa ruim se os ingredientes forem de qualidade inferior) podemos dizer que ele teve sorte no que diz respeito à inteligência.
Então, trata-se de um cidadão bem inteligente, até um pouco pedante por conta disso, consegue resolver praticamente todos os pepinos técnicos que surgem e que possam surgir como que se já soubesse a resposta, num átimo.
Em compensação, suas vestes são escolhidas aleatóriamente, apenas se cobre, caminha de forma estranha, é bem magro, o que, no geral, significa que não é nenhum prodígio nos esportes, é pouco desenvolto no cortejar ao sexo oposto e (isso já estou a presumir, baseado em poucas conversas sobre esse assunto) seu gosto por cultura no geral são mais modestos.
Gosta de ler gibis, mas seus favoritos são aqueles mangás que somente garotos pequenos gostam mesmo. Creio eu que ele não se interessaria por filmes como Barry Lyndon, Laranja Mecânica, A Vida dos Outros, ou algum filme tão metido a besta quanto. É de se esperar, são filmes de pesada carga emocional, contemplativos, que acabam por despertar o interesse de pessoas com um certo nível de sensibilidade e conhecimento de suas emoções.
Bem, sempre lembrando que estou dizendo isso de modo um tanto preconceituoso, mas arrisco dizer, arrisco até a escrever, pois penso que é assim que de fato é.
Então é! Pois bem, esse é um exemplo de um "personagem" totalmente especializado, focou todos os pontos dentro de um universo só. Habilidade notável somada à experiência, ausência de preguiça e aptidão fazem dele um cara como é. Abriu mão de outros aspectos em detrimento disso.
Agora tem outro. Menos notável mas não menos importante para exemplificar minha teoria.
Esse aí é um exemplo de um cidadão mediano até, julgo eu com meu preconceituoso observar, mas mediano pra baixo. Não é especialmente forte nem ágil, deve ter uma saúde normal, uma inteligência normal e não é nenhum orador capaz de inspirar multidões, nem pequenos grupos, pra dizer a verdade.
Os anos passaram e das duas uma: ou ele foi muito preguiçoso nas cousas do pensar, ou ele espalhou os pontos que lhe foram disponibilizados ao subir os degraus do evoluir de forma pouco criteriosa e sem foco. Não há conhecimento notável algum no ramo de conhecimento pertinente ao seu campo de trabalho, sabe das coisas mas de modo superficial, sem solidez, às vezes até dizendo uma tontisse ou outra acerca de assuntos do trabalho. Gosta de destilar os conhecimentos de outrora, na época em que seu saber era contemporâneo da atualidades. Gosta mais de realizar as tarefas organizacionais, como conferir listas e organizar arquivos, o braçal, trocando em miúdos.
Por mais que exista a possibilidade de não ser esse o caso, pra mim, ele simplesmente não gosta de se atualizar e de "passar de nível" ou seja, vai ganhando os pontos de conhecimento mais lentamente, caracterizando bem a figura que temos a nossa frente.
No geral, as pessoas têm uma aptidão ou outra, uns poucos são prodígios em um assunto ou outro, e uns outros uns autênticos bostas, em todos os casos, faz-se possível caracterizar os tipos com uma analogia à esse sistema tão familiar dos nerds.
Fim de papo.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Rock, androginia e anacronismo
Não que seja novidade, nem tampouco tenha alguma importância, o caso foi que notei o efeito do passar dos anos ao assistir um pouco de televisão, mais especificamente à programação musical da MTV.
Ora, é claro que tenho ouvido sobre emos e outros movimentos filoperobos, tenho até visto na rua ou nos ditos bares de rock de hoje em dia os adolescentes com seus trajes e trejeitos, não fiquei preso numa caverna. Aliás, esse testemunho por si só já me fere os tomates, no tempo em que eu era um garoto era um pouco mais perigoso frequentar tais lugares, essa conversa de rock 'n roll, punk e tudo o que está contido nesse universo, tinha um quê de marginalizado de modo que não era virtude alguma gostar disso ou frequentar tais lugares, o que, no meu humilde modo de ver, fazia com que o público fosse mais autêntico, afinal de contas, quem quer ser o pária?
Por algum motivo que me foge à compreensão, o rock 'n roll caiu no gosto geral. Isso é uma boa notícia em muitos aspectos, afinal de contas, é com grande júbilo que usufruo das novas opções que me são disponíveis no que diz respeito à lugares para se frequentar. O que não está me agradando muito são algumas dessas bandas novas, nem é a música em especial (se bem que em alguns casos é exatamente a música o problema) e sim a figura andrógina dos garotos dessas bandas de hoje em dia.
Ora, mas que grande patifaria, vejo-me indignado tal qual um velho, a resmungar para um bando de garotos, mas convenhamos, quem diabos disse que é legal pesar 30 quilos, usar sombra nos olhos e cobrir a cara com franjas femininas?
Fico imaginando o que mais agora, do jeito em que as coisas caminham vou sentir vergonha do meu gosto musical, tal qual sentiria se por algum motivo eu viesse a ouvir axé. Um pouco pior, se o que essencialmente era música bruta, agressiva, nervosa, impetuosa e sem clemência se tornar predominantemente chororô de cornos bissexuais.
Você, entusiasta do gênero tal qual foi concebido que tem uma banda, lute para que ela apareça, faço o que me couber para promover o nemesis dessa manifestação "emo".
Caso você leitor, trabalhe na NET, mais especificamente no departamento do VIRTUA, me responda porque diabos fico tendo que renovar minha concessão de DHCP para me manter conectado, se isso vai se resolver, e se não, o cu de quem eu posso chutar para que me sinta melhor com relação a isso.
Fim de papo.
Ora, é claro que tenho ouvido sobre emos e outros movimentos filoperobos, tenho até visto na rua ou nos ditos bares de rock de hoje em dia os adolescentes com seus trajes e trejeitos, não fiquei preso numa caverna. Aliás, esse testemunho por si só já me fere os tomates, no tempo em que eu era um garoto era um pouco mais perigoso frequentar tais lugares, essa conversa de rock 'n roll, punk e tudo o que está contido nesse universo, tinha um quê de marginalizado de modo que não era virtude alguma gostar disso ou frequentar tais lugares, o que, no meu humilde modo de ver, fazia com que o público fosse mais autêntico, afinal de contas, quem quer ser o pária?
Por algum motivo que me foge à compreensão, o rock 'n roll caiu no gosto geral. Isso é uma boa notícia em muitos aspectos, afinal de contas, é com grande júbilo que usufruo das novas opções que me são disponíveis no que diz respeito à lugares para se frequentar. O que não está me agradando muito são algumas dessas bandas novas, nem é a música em especial (se bem que em alguns casos é exatamente a música o problema) e sim a figura andrógina dos garotos dessas bandas de hoje em dia.
Ora, mas que grande patifaria, vejo-me indignado tal qual um velho, a resmungar para um bando de garotos, mas convenhamos, quem diabos disse que é legal pesar 30 quilos, usar sombra nos olhos e cobrir a cara com franjas femininas?
Fico imaginando o que mais agora, do jeito em que as coisas caminham vou sentir vergonha do meu gosto musical, tal qual sentiria se por algum motivo eu viesse a ouvir axé. Um pouco pior, se o que essencialmente era música bruta, agressiva, nervosa, impetuosa e sem clemência se tornar predominantemente chororô de cornos bissexuais.
Você, entusiasta do gênero tal qual foi concebido que tem uma banda, lute para que ela apareça, faço o que me couber para promover o nemesis dessa manifestação "emo".
Caso você leitor, trabalhe na NET, mais especificamente no departamento do VIRTUA, me responda porque diabos fico tendo que renovar minha concessão de DHCP para me manter conectado, se isso vai se resolver, e se não, o cu de quem eu posso chutar para que me sinta melhor com relação a isso.
Fim de papo.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
jabá, santo jabá
como forma de me auto-promover, estou usando de todos os artifícios dos quais disponho, sendo este humilde blog de conteúdo amoral um deles.
estou a arriscar-me na propriedade das ilustrações para camisetas, tentando a sorte no camiseteria, bem difundido site de roupas online. Enviei uma estampa, expondo minha cara a tapa. você, bom amigo e gentil leitor, vote na minha estampa! segue abaixo um preview dela e o link para votação:

link para votação no camiseteria
quem sabe alguém não decide dar uma clicadinha e votar, não é?
fim de papo
estou a arriscar-me na propriedade das ilustrações para camisetas, tentando a sorte no camiseteria, bem difundido site de roupas online. Enviei uma estampa, expondo minha cara a tapa. você, bom amigo e gentil leitor, vote na minha estampa! segue abaixo um preview dela e o link para votação:

link para votação no camiseteria
quem sabe alguém não decide dar uma clicadinha e votar, não é?
fim de papo
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
fudido!
outra coisa que não é do meu feitio ficar postando, mas esse foi realmente notável. ao menos aos meus olhos provincianos, talvez.
A breif History of communication from ljudbilden on Vimeo.
A breif History of communication from ljudbilden on Vimeo.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
um carnaval do barulho
a princípio queria me desculpar pelas minhas parcas postagens, além de inércia, têm me faltado material digno de menção para alimentar este sítio de nulidades verbais.
como não raro me acontece, ao sorver néctar alcoolico num ócio merecido em frente ao computador, acabo por me admoestar de algum fato acontecido a longa ou curta data que valha escrever, tal qual agora.
na nossa estada no vale de lágrimas da existência, passamos por algumas clareiras de jubilosas experiências, que são tal qual colheradas de açúcar no copo de fel que é o viver. o carnaval, para nós brasileiros em sua maioria, é uma dessas datas adocicadas, seja por um motivo ou por outro. posso garantir que neste caso não se trata de hedonismo promíscuo nem de celebrar dançante.
é que, por meados de muitos anos atrás, um grupo de amigos foi usar o tempo que lhes foi presenteado para o ócio, na ocasião do carnaval, na praia de ilhabela. entre eles, meu amigo protagonista de outros ocorridos de igual magnitude nas cousas das presepadas.
como é de conhecimento geral, ele é (ou era) um campeão olímpico na ingestão etílica, combustível para o motor da imprudência, motor o qual, nele, já rodou tanto que está na época de fazer uma retífica. ou estava. enfim, bem, o grupo todo foi para uma casa, casa a qual ficou bem cheia, fazendo com que alguns tivessem que dormir em colchonetes no chão.
no dia dos festejos em si, todos foram para a ilha para ver se lograriam êxito com o sexo oposto. passado o tempo de ficar na ilha, com alguns vencedores e alguns perdedores (dentre eles nosso campeão), é chegada a hora de retornar para a casa, a fim de gozar de um descanso merecido.
nosso herói é conhecido também por sua ausência de limites, nunca tem fim, não seria na noite de carnaval que ele iria ter uma epifania. todos foram e ele decidiu ficar. bebeu mais algumas e sentiu fome. não hesitou em dirigir-se a uma pizzaria, a predileta do grupo e pediu para si somente, uma pizza inteira. no entanto, mesmo sendo também um grande atleta da ingestão de alimentos, após todo o álcool, deixou restar um pedaço.
continua a nos assombrar a dúvida do motivo pelo qual ele decidiu carregar o pedaço restante consigo.
entrou na casa, todos já dormiam como era de se esperar, foi caminhando para o corredor e começou a sentir um clamor de excreta urinal dos trombones dos seus rins, e caminhou para o que achava ser o banheiro. mas havia o empecilho do pedaço restante de pizza. acontece que o tal pedaço era do sabor favorito de um dos outros que estava na casa, que por sua vez dormia num colchonete.
sem hesitar, ao caminhar corredor adentro, passando na frente do quarto que se encontrava com a porta aberta, gritou: "almeida, tem um pedaço de pizza aqui." e fez isso enquanto atirava o pedaço de pizza em cima dele. bem, ele estava dormindo em um colchonete e também estava bêbado, afinal de contas era carnaval, e não acordou.
feito isso, abriu uma outra porta da qual sentenciou ser a porta do banheiro e estando lá dentro, sacou o pau, sem acender a luz e deixou a catadupa de urina fluir livremente sabe-se lá onde.
esse onde era o primo de sua namorada, ele tinha entrado no quarto do coitado, que recebendo o banho, não sabia se continuava a ser mijado ou saía para que sua cama se molhasse no lugar dele.
nesse meio tempo, a mãe do rapaz batizado acordou e advertiu: "paulo, o que você está fazendo?!" foi então que ele se virou na direção dela, assustado e descontrolado e esquentou os pés nus da anfitriã também. com o esvaziar de sua bexiga, suas energias se esvaíram também e ele dormiu ali mesmo.
a cereja no bolo fecal foi o pobre almeida, que acordou gritando tal qual um réprobo, com formigas a lhe comer a pele já ardida do castigo do sol, atraídas pelo pedaço de pizza que lhe foi "presenteado" na noite anterior.
fim de papo.
como não raro me acontece, ao sorver néctar alcoolico num ócio merecido em frente ao computador, acabo por me admoestar de algum fato acontecido a longa ou curta data que valha escrever, tal qual agora.
na nossa estada no vale de lágrimas da existência, passamos por algumas clareiras de jubilosas experiências, que são tal qual colheradas de açúcar no copo de fel que é o viver. o carnaval, para nós brasileiros em sua maioria, é uma dessas datas adocicadas, seja por um motivo ou por outro. posso garantir que neste caso não se trata de hedonismo promíscuo nem de celebrar dançante.
é que, por meados de muitos anos atrás, um grupo de amigos foi usar o tempo que lhes foi presenteado para o ócio, na ocasião do carnaval, na praia de ilhabela. entre eles, meu amigo protagonista de outros ocorridos de igual magnitude nas cousas das presepadas.
como é de conhecimento geral, ele é (ou era) um campeão olímpico na ingestão etílica, combustível para o motor da imprudência, motor o qual, nele, já rodou tanto que está na época de fazer uma retífica. ou estava. enfim, bem, o grupo todo foi para uma casa, casa a qual ficou bem cheia, fazendo com que alguns tivessem que dormir em colchonetes no chão.
no dia dos festejos em si, todos foram para a ilha para ver se lograriam êxito com o sexo oposto. passado o tempo de ficar na ilha, com alguns vencedores e alguns perdedores (dentre eles nosso campeão), é chegada a hora de retornar para a casa, a fim de gozar de um descanso merecido.
nosso herói é conhecido também por sua ausência de limites, nunca tem fim, não seria na noite de carnaval que ele iria ter uma epifania. todos foram e ele decidiu ficar. bebeu mais algumas e sentiu fome. não hesitou em dirigir-se a uma pizzaria, a predileta do grupo e pediu para si somente, uma pizza inteira. no entanto, mesmo sendo também um grande atleta da ingestão de alimentos, após todo o álcool, deixou restar um pedaço.
continua a nos assombrar a dúvida do motivo pelo qual ele decidiu carregar o pedaço restante consigo.
entrou na casa, todos já dormiam como era de se esperar, foi caminhando para o corredor e começou a sentir um clamor de excreta urinal dos trombones dos seus rins, e caminhou para o que achava ser o banheiro. mas havia o empecilho do pedaço restante de pizza. acontece que o tal pedaço era do sabor favorito de um dos outros que estava na casa, que por sua vez dormia num colchonete.
sem hesitar, ao caminhar corredor adentro, passando na frente do quarto que se encontrava com a porta aberta, gritou: "almeida, tem um pedaço de pizza aqui." e fez isso enquanto atirava o pedaço de pizza em cima dele. bem, ele estava dormindo em um colchonete e também estava bêbado, afinal de contas era carnaval, e não acordou.
feito isso, abriu uma outra porta da qual sentenciou ser a porta do banheiro e estando lá dentro, sacou o pau, sem acender a luz e deixou a catadupa de urina fluir livremente sabe-se lá onde.
esse onde era o primo de sua namorada, ele tinha entrado no quarto do coitado, que recebendo o banho, não sabia se continuava a ser mijado ou saía para que sua cama se molhasse no lugar dele.
nesse meio tempo, a mãe do rapaz batizado acordou e advertiu: "paulo, o que você está fazendo?!" foi então que ele se virou na direção dela, assustado e descontrolado e esquentou os pés nus da anfitriã também. com o esvaziar de sua bexiga, suas energias se esvaíram também e ele dormiu ali mesmo.
a cereja no bolo fecal foi o pobre almeida, que acordou gritando tal qual um réprobo, com formigas a lhe comer a pele já ardida do castigo do sol, atraídas pelo pedaço de pizza que lhe foi "presenteado" na noite anterior.
fim de papo.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Penteando os pelos do coração
vituperando o mundo, ou melhor, seus habitantes, como de costume, muito logo notei uma falha de personalidade deste que vos escreve (o mesmo que se auto intitulou senhor absoluto da verdade e sentou no trono da presunção) que é, quase que automatica e incontrolavelmente, notar de início uma falha no outro e com isso cultivar uma implicância colossal. como tenho alguns convivas os quais não só compartilham de algumas opiniões de pouco bem-querer, não só alimentam a chama das lamentações com lenha, mas com fúria contida nos dizeres deles também, de modo que não só não paro com esse maldito hábito, como evoluo na escala.
no entanto, na maioria das vezes que exteriorizo os demônios em forma de texto, tenho certa consciência de que trata-se de um caso opinião geral, sendo esse um desses casos.
pois bem, após uma manhã com sua dosagem levemente maior do que o habitual de pequenos infortúnios emocionais, gerados seja por pequenos picos de fúria ou simplesmente goles de desgosto do drink da realidade, fui alienar-me (esperançosamente de forma agradável) com colegas do trabalho na hora do almoço. eis que tive uma surpresa, até então indiferente, com relação à configuração do grupo. pessoas as quais normalmente não tenho convívio, por não ter motivos para o tal (muita gente trabalha aqui).
o caso é que um deles tinha uma certa fama, que veio a se justificar posteriormente, legendária de chato. ora, deve ser falácia de desafetos, ademais não se pode condenar sem critérios nem provas. pois bem, fui caminhando meio macambúzio para o destino de nosso desjejum. esperamos, arrumamos um lugar e nos sentamos. foi quando começou um suceder de procederes verbais do tal indivíduo.
logo no primeiro assunto levemente mais polêmico, discordei profundamente e cometi o engano de contra-argumentar, claro que de forma cortês. inutilmente, fui secamente interrompido, o que me irritou sobremaneira e fez com que eu adotasse uma postura observadora e com um quê de curiosidade, afinal de contas agora estava estudando afundo o comportamento do tão falado "chato". comecei a compreender a origem da fama, um sujeito presumido o qual não para de falar, sempre com um tom professoral de quem sabe sobre algo que ninguém mais sabe - mesmo estando profundamente enganado em alguns casos. bem, mesmo que estivesse certo, quem disse que ninguém mais sabe sobre tal assunto em particular? ora, convenhamos.
bem, passada a etapa do discurso em que a temática era destilar o "conhecer" para nós pobres almas iliteradas, começou a jactar-se energicamente sobre sua viagem de lua-de-mel (a qual ninguem perguntou coisa alguma). até aí, vá lá, tudo bem, qualquer um fica empolgado com uma situação assim, tão especial e particular. ah, mas foi aí que veio a cereja, a grande e podre cereja para coroar uma taça repleta de bosta verbal, com um parágrafo relatando determinado evento que terminou sua descrição assim : "(...) foi poesia cara!"
Naquele exato momento, autenticamente, desejei que alguém se levantasse de sua mesa, caminhasse até mim e me desse um tiro na cara, pois depois de ouvir tudo aquilo tinha perdido a vontade de viver (por algums momentos, claro).
caminhei de volta, com uma fornalha de fúria assando minhas entranhas, sentei-me na minha mesa e digeri tudo isso até agora.
fim de papo.
no entanto, na maioria das vezes que exteriorizo os demônios em forma de texto, tenho certa consciência de que trata-se de um caso opinião geral, sendo esse um desses casos.
pois bem, após uma manhã com sua dosagem levemente maior do que o habitual de pequenos infortúnios emocionais, gerados seja por pequenos picos de fúria ou simplesmente goles de desgosto do drink da realidade, fui alienar-me (esperançosamente de forma agradável) com colegas do trabalho na hora do almoço. eis que tive uma surpresa, até então indiferente, com relação à configuração do grupo. pessoas as quais normalmente não tenho convívio, por não ter motivos para o tal (muita gente trabalha aqui).
o caso é que um deles tinha uma certa fama, que veio a se justificar posteriormente, legendária de chato. ora, deve ser falácia de desafetos, ademais não se pode condenar sem critérios nem provas. pois bem, fui caminhando meio macambúzio para o destino de nosso desjejum. esperamos, arrumamos um lugar e nos sentamos. foi quando começou um suceder de procederes verbais do tal indivíduo.
logo no primeiro assunto levemente mais polêmico, discordei profundamente e cometi o engano de contra-argumentar, claro que de forma cortês. inutilmente, fui secamente interrompido, o que me irritou sobremaneira e fez com que eu adotasse uma postura observadora e com um quê de curiosidade, afinal de contas agora estava estudando afundo o comportamento do tão falado "chato". comecei a compreender a origem da fama, um sujeito presumido o qual não para de falar, sempre com um tom professoral de quem sabe sobre algo que ninguém mais sabe - mesmo estando profundamente enganado em alguns casos. bem, mesmo que estivesse certo, quem disse que ninguém mais sabe sobre tal assunto em particular? ora, convenhamos.
bem, passada a etapa do discurso em que a temática era destilar o "conhecer" para nós pobres almas iliteradas, começou a jactar-se energicamente sobre sua viagem de lua-de-mel (a qual ninguem perguntou coisa alguma). até aí, vá lá, tudo bem, qualquer um fica empolgado com uma situação assim, tão especial e particular. ah, mas foi aí que veio a cereja, a grande e podre cereja para coroar uma taça repleta de bosta verbal, com um parágrafo relatando determinado evento que terminou sua descrição assim : "(...) foi poesia cara!"
Naquele exato momento, autenticamente, desejei que alguém se levantasse de sua mesa, caminhasse até mim e me desse um tiro na cara, pois depois de ouvir tudo aquilo tinha perdido a vontade de viver (por algums momentos, claro).
caminhei de volta, com uma fornalha de fúria assando minhas entranhas, sentei-me na minha mesa e digeri tudo isso até agora.
fim de papo.
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